Quando negamos Jesus hoje?

 Quando negamos Jesus hoje?


Estamos acostumados a colocar nos stories ou perguntar a alguém: “Aonde nós vimos Deus hoje?”. E isso não está errado. Pelo contrário, é de suma importância enxergar Deus nas coisas do dia a dia, reconhecer Deus no ordinário, entender onde Ele habita e como podemos percebê-Lo.


Na verdade, esse é o primeiro passo para um relacionamento com Deus: compreender como e onde Ele se manifesta. Seja na natureza, em um livramento, no trânsito, ou até em algo que deu errado. Enxergar Deus constantemente nas coisas nos faz entender o tamanho do Seu amor por se manifestar em nossas vidas, mesmo quando tudo parece comum. O Seu zelo está presente todos os dias, em todas as situações.

Mas isso nos gera uma dúvida, uma reflexão.


Jesus morreu por nós. Entregou Sua vida e nos apresentou a maior e única forma de amor genuíno: o amor sacrificial. O amor que perdoou, o amor que amou primeiro, e por isso hoje nós amamos. O amor que deu a própria vida. O amor que foi humilhado, que carregou peso, que foi machucado.


Quantas vezes nós batemos o mindinho na cama, nos ralamos, ou batemos a cabeça em alguma quina? O quanto isso dói… gritamos, murmuramos. Mas Aquele que foi moído por nossas transgressões, como um cordeiro mudo, permaneceu calado diante daqueles que O acusavam. Ele suportou tudo… por nós. Por amor.

Por amor a uma sociedade que O enxerga em tudo, mas O nega ainda mais.


Então eu te pergunto: quando foi que hoje nós negamos Jesus?


Onde nós estávamos quando fechamos a porta? Onde nós estávamos quando decidimos renunciar nosso momento com Deus para assistir a um vídeo?


Nós negamos Jesus quando quisemos acordar mais tarde e não nos preparamos para acordar mais cedo para dar a Ele o primeiro momento do nosso dia?


Nós negamos Jesus hoje quando não agradecemos pela comida que esteve na nossa mesa?
Nós negamos Jesus quando algo deu errado e não O reconhecemos?
Nós negamos Jesus quando fomos dormir sem orar porque estávamos com muito sono?


E se o amor de Jesus por nós fosse na mesma medida que nós O amamos?
E se os Seus fazeres por nós fossem iguais às nossas atitudes?
E se Ele cuidasse da nossa vida com o mesmo zelo que temos com o nosso relacionamento com Ele?


Será que seríamos bem cuidados? Será que o Seu amor permaneceria o mesmo? Será que Ele faria tanto assim?

Graças a Deus que o amor entregue na cruz não é da mesma medida que o nosso… porque estaríamos perdidos se Jesus olhasse para as nossas renúncias, que para nós parecem tão grandes, mas são tão pequenas comparadas à cruz.


O que é acordar mais cedo? O que é resistir ao calor? O que é dormir mais tarde?
O que é não almoçar? O que é não murmurar? O que é não reclamar?
O que é não ouvir músicas que O desagradam?


Comparados à cruz… nada.


“Ah, mas Ele nos aceita como somos.”


Nós mudamos por tantas pessoas. Nós mudamos para caber no nosso ciclo de amigos, mudamos para caber em um relacionamento. Renunciamos nosso jeito para um namoro dar certo, renunciamos nossas escolhas para um casamento ser feliz. Renunciamos nossa alimentação por um dia agitado, renunciamos nossos prazeres por uma vida fitness, renunciamos nosso lazer pelos nossos estudos, renunciamos nosso dinheiro para ter uma boa academia, renunciamos um filme para ouvir um podcast.


Tudo isso nós fazemos.


Mas… e Deus?


Afinal, aonde nós negamos Jesus hoje?


- Laís de Souza

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