Rotina que afasta

Me peguei pensando em um momento o quanto não tenho tido tempo para Jesus. Mais especificamente, o quanto meus deveres se sobressaem como prioridades e ultrapassam limites, me afastando cada vez mais de Deus. Recentemente, fiz um devocional chamado Negar Jesus, e ele se completa em Viver uma Rotina que Afasta Deus.

Sei que a Bíblia relata histórias de cunho educacional, que me inspiram com comportamentos. Quando lidas guiadas pelo Espírito Santo, Autor da Bíblia, vejo uma sequência de comparações com a minha própria história. Também encontro uma série de conselhos e um grande manual de vida, que preza por uma vida guiada por Deus e, principalmente, pelo acesso à salvação dada pela morte sacrificial de Jesus.

Isso já é suficiente para expressar o quanto este Livro é capaz de me moldar, ainda mais na presença de Quem o escreveu para o explicar.

Mas, lendo Filipenses 4:6, encontro meu lema de vida, aquele no qual me baseio para viver em paz, esperando pelas provisões do Senhor em todas as áreas da minha vida. Só que, se eu parar para analisar… quantas vezes deixei de seguir este versículo por causa do meu trabalho?

Quantas demandas preciso entregar, quantas cobranças recaem sobre mim, quanta coisa tenho que lidar… aquele chefe que não para de falar, ou o quanto preciso me esforçar para ganhar mais. Quantas horas extras faço, quanto preciso investir para ter mais. Quantas noites sem dormir para entregar tudo, quantas noites mal dormidas pensando no que preciso fazer, quantos almoços corridos tive, quantos cafés da manhã deixei de tomar…

E eu entendo, eu sei que preciso. Sei que quero conquistar o mundo, afinal, sou jovem, e sei que preciso desse dinheiro. Como vou pagar minhas contas? Como vou comprar aquela roupa? Como vou viver, comer, ajudar em casa, se eu não trabalhar? Meu Deus… preciso de um bom emprego!

Mas, pensando bem… será que eu realmente preciso?

Quantas vezes no meu dia eu entreguei a Deus o que é Dele? Quantas vezes dei a Ele o tempo necessário? Em que momento pensei nEle antes do dinheiro? Em que momento decidi entregar a Ele meu trabalho, minha vida financeira? Em que momento parei de me preocupar com o dia de amanhã, com o que eu iria vestir, comer ou beber? Quantas vezes pedi a Deus sabedoria? Quantas vezes pedi que Ele melhorasse a mim, minha capacidade, minha organização, para que eu tivesse tempo com Ele?

O que é um absurdo… ter tempo para Deus? Como assim, se eu digo a todos que O amo acima de tudo, acima de todas as coisas, até mais que minha família e meu cachorro? Mas, na verdade, muitas vezes não dedico um minuto sequer. Prefiro descansar, me divertir, me distrair. Meu trabalho me cansa e me desgasta demais, e eu sinto que preciso desse tempo…

Mas… e se Deus tivesse comigo o mesmo tempo que eu ofereço a Ele? E se Ele não tivesse tido tempo de me livrar, me ajudar, me salvar?

Em Filipenses 4:6, sou orientada a não andar ansiosa por coisa alguma, afinal, o amanhã é incerto, e não devo me preocupar com aquilo que Ele há de prover. Mas, para isso, hoje eu preciso me dedicar mais a Ele. Se não sou fiel no pouco que tenho, como serei no muito que Ele promete? Às vezes penso que Ele ainda não me deu mais porque sabe que eu não conseguiria honrá-Lo, nem com dízimo, nem com tempo. Como ter um cargo maior se neste eu ainda não O honro? Como ter mais se agora não faço?

Em 1 Pedro 2:9-10, lembro que sou do Senhor: geração eleita, povo adquirido. Lembro do meu chamado, da minha essência e da minha identidade em Deus. Isso me faz lembrar que não sou uma engrenagem do governo, muito menos fantoche do dinheiro. Ele é dono do ouro e da prata — por que agora Ele deixaria de prover? Até os corvos O obedecem enviando alimento, até os peixes entram nas redes. Até o vento e o mar O obedecem. Os discípulos também tiveram medo, mas Jesus mostrou que estava no barco. Ele sempre esteve no meu barco… eu é que estava ocupada demais para enxergá-Lo. (Mateus 8:23)

Lembro também de Colossenses 3:5, que me alerta sobre hábitos que me direcionam ao oposto do Senhor. Um deles é a ganância, que leva à idolatria. E eu não quero passar pelo que Israel passou. Eu preciso melhorar meus costumes, não ser gananciosa por dinheiro, status, cargo, carro, telefone ou qualquer outra coisa que, em dias difíceis, minha carne insiste em desejar.

Acho que agora entendi: Deus é Provedor, e eu não preciso andar preocupada com coisa alguma.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Capítulo um

O que a Bíblia me ensinou sobre disciplina

Sal da terra